Ponte Salvador-Itaparica seria integrada ao ferry-boat, diz Seplan.

22-08-2014 13:21

O sistema ferry-boat funcionará de forma integrada com a ponte Salvador-Ilha de Itaparica. O atual contrato de concessão dos ferries já prevê uma reformulação da operação de travessia por mar, a partir da existência da nova via. A exemplo do que já acontece em locais como o Rio de Janeiro, após a construção da ponte, as embarcações passarão a atuar como barcas para transporte de pedestres, criando mais uma alternativa para baianos e visitantes que necessitem fazer o deslocamento entre ambas as cidades.
 
A previsão do novo cenário é da Secretaria de Planejamento da Bahia (Seplan), responsável pela estruturação do projeto do sistema viário, que contempla a ponte que unirá a capital baiana à ilha. O projeto conta ainda com a participação das secretarias estaduais de Infraestrutura (Seinfra) e Desenvolvimento Urbano (Sedur).
 
Na última segunda-feira (18), dois novos ferries chegaram à Bahia e a previsão é que comecem a operar dentro de aproximadamente 20 dias. No entanto, a ampliação do sistema ferry-boat não elimina a necessidade da ponte, uma vez que a demanda de deslocamento para a ilha é muito sazonal, conforme explica Paulo Henrique de Almeida, assessor da Seplan, responsável pelo projeto da ponte.
 
Segundo Paulo, existe uma grande procura de deslocamento para a Ilha em períodos de férias e feriados, porém, no dia-a-dia, o fluxo de automóveis e pessoas utilizando os ferries é bem menor. Por conta disso, para o sistema atender à população de forma satisfatória nos períodos de pico, seria necessário disponibilizar um número muito grande de embarcações, que ficariam ociosas na maior parte do ano, inviabilizando economicamente o sistema. “Por isso, o ferry-boat sozinho não tem condições de realizar a travessia para a ilha, sem gerar os transtornos de filas e espera nos períodos de grande volume de passageiros”, afirma Paulo. “Além disso, o atual sistema de ferry não atende às demandas de transporte de carga (caminhões), nem de transporte de massa (ônibus)”, conclui.
 
Após a existência da ponte, a ideia é que os ferries permaneçam funcionando para o transporte alternativo de passageiros, facilitando a locomoção entre as cidades e ainda preservando o passeio com as belas paisagens da Baía de Todos-os-Santos. Paulo lembra que este modelo já existe no Rio de Janeiro, onde as balsas da travessia Rio-Niterói continuaram a operar, mesmo com a presença da ponte. “Para as pessoas que se deslocarão a pé da Ilha para o Centro de Salvador, ou vice-versa, continuará sendo interessante usar o ferry ou o sistema de lanchas, evitando despesas desnecessárias com combustível, pedágio e estacionamento”, observa o assessor.


Fonte: Bahia Econômica - Adaptado pelo Site da Logística.


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