Obras de rodovias e portos têm atraso médio de até 6 anos.

08-08-2013 20:37

Na expansão do sistema rodoviário há previsão de obras em duplicação pavimentação, acesso a portos, contornos e travessias urbanas, para a eliminação de pontos de estrangulamento em eixos estratégicos, além do desenvolvimento de novas regiões, ampliação da integração física nacional aos países vizinhos e redução do custo do transporte. Nas principais obras de rodovias do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) os atrasos continuam sendo registrados, com tempo médio de quatro anos em relação à data inicialmente prevista de conclusão.

De acordo com os dados do Ministério do Planejamento, há rodovias com atrasos de até seis anos, como é o caso do Arco Rodoviário do Rio de Janeiro (BR-493), ligando as rodovias BR-101 e BR-116. A obra deveria ter sido concluída em 2010, segundo prazo dado pelo governo. Com o lançamento do PAC 2, a conclusão foi postergada para 2014. Agora, o prazo estabelecido pelo Planejamento é 31 de dezembro de 2016. A obra que já tem um custo de R$ 320 milhões ainda não foi nem licitada.

Nos portos há investimentos em 71 empreendimentos de 23 portos brasileiros que temo o intuito de recuperar e modernizar as estruturas visando maior redução de custos logísticos, melhora da eficiência operacional e aumento de competitividade das exportações.

Na mesma situação que as rodovias, as obras continuam atrasadas e perdendo milhões. Como no caso na obra do primeiro porto no Piauí que se arrasta a 37 anos e já custa R$ 390 milhões. A obra que está parada em Luís Correia já teve os gastos de R$ 10 milhões só para recuperar a estrutura do cais, o Piauí é o único estado litorâneo sem terminal.

A cada balanço do PAC, o governo remarca as datas previstas de conclusão dos empreendimentos. Ainda que não tenha sido entregue na data marcada, a maior parte das obras recebe status de “adequada” porque passa a ser regida por um novo cronograma.

Fonte: Guia Marítimo / Usuport - Adaptado pelo Site da Logística.

 

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