Navegação terá redução de custos.

17-07-2012 19:50

A navegação ganhou enorme estímulo, com a aprovação pela Câmara dos Deputados da Medida Provisória (MP) 563. Embora falte votação no Senado e sanção da presidente Dilma, a MP já pode ser considerada direito positivo, uma vez que foi aprovada por unanimidade. Assim, não deverá haver oposição no Senado e a presidente Dilma é a maior interessada em sua transformação em lei. Com a MP, a contribuição dos armadores para o INSS será transformada em pagamento de 1% sobre o faturamento.

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Bruno Rocha, declarou ser decisão excelente, e um "ótimo início" em relação ao total de reivindicações do setor. A navegação, como outros segmentos, sofre com o Custo Brasil. No entanto, por suas características, a navegação está em permanente confronto com concorrentes internacionais. Bruno disse que caminham bem as negociações para aprovação do novo Registro Especial Brasileiro (Pró-REB), junto ao Governo Federal. As atuais medidas vão beneficiar todos os setores, ou seja, longo curso, cabotagem, apoio marítimo e apoio portuário.

EM SALVADOR

Uma luta de muitos anos está prestes a ser vencida em Salvador (BA). No início de 2013 deverá estar em operação via expressa de 4 km que permitirá a carretas terem acesso ao terminal de containeres. Do mesmo modo, o terminal verá sua expansão ficar pronta, permitindo atracação de dois navios simultaneamente. Lá, embora o terminal sempre tenha sido eficiente, o gargalo urbano impedia melhor desempenho, o que afastou cargas para outros portos do Nordeste - que agora poderão retornar.

PORTOS CHEIOS

A propósito da fila para atracação nos portos nacionais, o consultor Nélson Carlini diz que tudo decorre do "fechamento de acesso de capitais privados ao livre investimento em instalações portuárias". Explica: "A demonstração da deficiência da estrutura portuária brasileira requer apenas algumas fotos aéreas das áreas de fundeio de navios ao largo dos portos nacionais, mostrando a enorme quantidade de embarcações em espera, todos com os 'taxímetros' ligados gerando enormes despesas aos exportadores e importadores brasileiros. Há negativa da realidade e modelo fechado de investimento, que implica licitações públicas gravosas para autorização de funcionamento de terminais em terras privadas onde o investimento é de origem privada e todo o risco do empreendimento é privado".

Acrescenta Carlini, que ocupou cargos de diretoria em Flumar, Wilson, Sons, Estaleiro Verolme, Docenave e CGA/CGM: "O atendimento ótimo ao público somente será garantido com a multiplicação dos empreendimentos, a concorrência aberta entre soluções sejam ela originadas em investimentos do estado ou do setor privado. Há necessidade premente de novos investimentos e a atual batalha política entre os defensores da abertura aos terminais privados e aqueles dos terminais estatais somente atrasa a adequação do sistema logístico brasileiro à eficiência requerida para o desenvolvimento de nossa capacidade de inserção no mercado internacional". Sua tese é "abertura já".

Fonte: Net Marinha / Usuport - Adaptado pelo Site da Logística.

 

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