Maersk vai levar ao governo lista com principais gargalos no Brasil.

17-02-2014 22:26

Soluções para o excesso de burocracia e para a falta de infraestrutura terrestre no acesso ao Porto de Santos (SP) lideram o ranking de medidas para destravar o comércio brasileiro via marítima. As ações encabeçam uma lista das 20 principais soluções reunidas pela Maersk Line, o maior armador do mundo no transporte de contêineres.

O relatório, produzido após evento com participantes da cadeia logística, traz um diagnóstico de gargalos conhecidos há anos, mas que ainda não tiveram solução ou, quando encaminhados, não alcançaram o resultado esperado. Em 2012, os portos brasileiros movimentaram oito milhões de Teus (unidade padrão de um contêiner de 20 pés), a mesma marca do porto de Los Angeles (EUA) no período.

Não buscamos achar culpados, mas sim soluções, diz Peter Gyde, presidente da Maersk Line no Brasil. A empresa pretende apresentar o relatório ao governo na tentativa de que mais medidas sejam adotadas neste ano.

Algumas necessitam de grandes investimentos que levam tempo, como rodovias e ferrovias. Mas outras não, afirma o executivo. Como incentivos fiscais à cabotagem. E a criação de um portal que consolide toda a papelada necessária na operação dos navios.

Segundo Mario Veraldo, diretor comercial da Maersk Line no Brasil, é necessário harmonizar numa mesma plataforma os agentes que intervêm no comércio exterior, algo que o programa federal Porto Sem Papel prometeu fazer. Hoje, diz ele, não há sincronia de atuação. Há órgãos que, mesmo já recebendo a informação online, exigem o documento impresso , disse Veraldo.

As medidas valem para os portos em geral, mas Santos recebeu destaque por concentrar quase 40% do volume de contêineres nacional.

Fonte: Valor Econômico / Usuport - Adaptado pelo Site da Logística.


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