Logística sofre com horário de operação dos portos brasileiros.

22-05-2012 21:22

A baixa eficiência dos portos brasileiros e dos procedimentos alfandegários é um dos fatores que levam o Brasil a ocupar o 104º lugar no ranking de infraestrutura do Fórum Econômico Mundial, avaliou Silvio Ferreira de Carvalho Júnior, membro do Conselho Empresarial de Infraestrutura do Sistema Firjan.

A análise foi feita em São Paulo, durante o painel "Porto 24 horas", um dos 20 programados no 7º Encontro de Logística e Transporte da Fiesp.

De acordo com Carvalho Júnior, o ativo portuário brasileiro é muito alto para que os operadores portuários trabalhem apenas no período comercial - cerca de oito horas. Além disso, o palestrante defendeu a implantação do projeto "Porto Sem Papel" nos 34 postos públicos organizados.

"Nós precisamos trabalhar para que os portos sejam espaços para movimentação de contêineres e não armazenagem alfandegária. Sem portos eficientes, não seremos competitivos", avaliou o conselheiro da Firjan.

Codesp: mais investimentos - Na visão de Renato Ferreira Barco, diretor de Planejamento e Controle da Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp), entre os principais gargalos que impedem o funcionamento do porto de modo ininterrupto estão a demora dos importadores para retirar a carga e o número excessivo de veículos.

"O pico máximo de movimentação no porto de Santos atingiu 18,5 mil veículos em apenas um dia. Isso pode ocasionar sérios transtornos operacionais. Uma solução é o investimento no modal ferroviário", analisou Barco.

Para o diretor da Codesp, os investimentos na ordem de R$ 290,3 bilhões anunciados pelo Ministério de Transporte contribuirão para o desenvolvimento dos modais ferroviário e marítimo fluvial. Segundo ele, a expectativa é que o porto de Santos atinja, em 2012, o recebimento de 100 milhões de toneladas.

Sindisan: extensão de horário - O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), Marcelo Marques da Rocha, afirmou que o horário de funcionamento do pátio vazio, em média de seis a oito horas por dia, está em desacordo com os modelos adotados pelo agente exterior.

"O armador não colabora com a implantação da extensão do horário do terminal vazio, que tem relação direta com o tempo e a produtividade de todo o ciclo de implantação e exportação fora dos terminais", afirmou.

Fonte: FIESP - Adaptado pelo Site da Logística.

 

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