Limitações de logística podem travar economia do Nordeste.

26-06-2012 20:33

Ex-presidente da Petrobras por seis anos e economista por formação, José Sérgio Gabrielli engrossa o coro dos que defendem a necessidade de o Brasil investir em infraestrutura. "O Nordeste hoje cresce mais do que o Brasil e o grande limitador é a logística. A Bahia também", afirmou ontem, à Tribuna.

Atento à questão, o fórum de secretários do Planejamento do Nordeste já prepara uma lista de obras prioritárias visando impedir que o problema da infraestrutura. Quando concluída, a lista de reivindicações será apresentada aos governadores e depois à presidente Dilma Rousseff.

Gabrielli contou que, de olho no problema, o governo baiano possui em aeroportos, portos, ferrovias, rodovias, plataformas e sistemas de mobilidade urbana que totalizam R$ 20 bilhões, com prazo de aplicação até 2015. "Em 10 anos, a malha logística da Bahia vai ser completamente reconfigurada", promete Gabrielli.

Com verbas federais, estaduais, de financiamento externo e recursos privados, via PPP, as ações têm fluxo regular de recursos já garantidos, confirma Gabrielli. "São obras que estão no Plano Plurianual (PPA 2012-15). O orçamento deste ano da Bahia é de R$ 29 bilhões. Para o próximo ano a previsão da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) é de R$ 33 bilhões. Dinheiro não vai faltar. O atraso pode ser na gestão do projeto, que precisa-se fazer andar mais rápido", afirmou Gabrielli.

A Seplan, conforme Gabrielli, monitora as ações do PPA e não identificou paralisação de projetos por falta de recursos. A reforma do aeroporto de Salvador e a construção do Terminal de Cruzeiros Marítimos, lembrou o secretário, já foram iniciadas. Com minuta de edital divulgada ontem, o metrô está orçado em R$ 3,5 bilhões nos dois trechos (complementação Acesso Norte-Pirajá e linha Lauro de Freitas-Rótula do Abacaxi.

A intervenção de logística mais cara é a Ponte Salvador-Itaparica, orçada em R$ 7 bilhões mais R$ 1 bi para o entorno. Está ação encontra-se em fase de projeto. As obras devem começar em 2014. No interior, o Complexo Sul tem custo semelhante (R$ 8,1 bi); integrando a Ferrovia Oeste Leste (R$4,25 bilhões, com cerca de 5% das obras feitas e R$ 800 milhões previstos para equipamento rodante), o Porto Sul, investimento de R$ 2,5 bilhões e cuja etapa de licenciamento entrou na fase final após as seis audiências públicas ocorridas no começo do mês. Estão previstos ainda o Aeroporto Internacional de Ilhéus (R$ 250 milhões) e acessos rodoviários (R$ 300 mi).

O complexo será articulado com a Hidrovia do São Francisco, para a qual foram destinados R$ 67 milhões. Outros R$ 224 milhões serão aplicados na ampliação dos aeroportos de Barreiras, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Senhor do Bonfim, Lençóis e Teixeira de Freitas. Destes, o de Feira de Santana está em processo de licitação da PPP.

Fonte: Tribuna da Bahia - Adaptado pelo Site da Logística.

 

Voltar