Exportações da Bahia crescem 39%.

10-06-2011 21:00

As exportações baianas alcançaram, no mês de maio, US$ 1,016 bilhão, segundo maior valor mensal apurado na história das vendas externas do estado, somente abaixo de julho de 2008, quando chegaram a US$ 1,022 bilhão. As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SE), autarquia da Secretaria do Planejamento.

O valor apurado em maio é 39% acima do registrado em igual mês de 2010 e 27,1%, ao do último mês de abril. Já as importações atingiram recorde histórico em maio com US$ 765 milhões, superando em 35,3% o volume de maio de 2010 e em 14,6% o de abril último.

"O salto nos preços dos produtos exportados, sobretudo das commodities, a safra recorde de grãos colhida no estado e a ampliação dos volumes embarcados de óleo combustível, catodos de cobre e celulose foram os principais responsáveis pelo desempenho do mês de maio, fazendo deste o segundo maior volume já exportado pelo estado", diz Arthur Souza Cruz, coordenador de Comércio Exterior da SEI.

Os preços médios dos produtos exportados pela Bahia em maio se valorizaram 32,4% ante maio do ano passado, enquanto o volume físico embarcado cresceu 5,1%. Também contribuiu para expansão, o forte crescimento das vendas para a Argentina em 174% (automóveis, óleo combustível, fios de cobre, químicos), o que tornou o país o principal destino das vendas externas baiana no mês.

No acumulado do ano, de janeiro a maio, a Bahia exportou US$ 3,86 bilhões, um aumento de 12,6% em relação ao mesmo período de 2010. As importações acumulam, no período, US$ 2,89 bilhões e crescimento de 7,7%. O superávit no ano chega a US$ 966 milhões, 30,5% maior que em igual período do ano anterior.

Lideram as exportações no ano o setor de papel e celulose com vendas de US$ 757,5 milhões e incremento de 11%, seguido do setor petroquímico com US$ 679,5 milhões. Como já era esperada, as importações seguem em ritmo crescente devido ao aumento dos preços internacionais, ao dólar baixo e ao crescimento da economia.

Os dados apurados do estado no ano mostram que 50% das importações baianas são de matérias-primas para a indústria, o que torna difícil uma redução no volume das compras em um ambiente de forte atividade econômica e dólar desvalorizado.

Nafta, minério de cobre, fertilizantes, borracha e querosene lideraram a alta em maio.
Contribui ainda mais para o aumento das importações, a necessidade de algumas empresas, em especial exportadoras, de buscar alternativas de suprimento para não comprometer a produção a médio e longo prazos, optando por aumentar o índice de insumos importados nos produtos destinados ao mercado externo, como forma de garantir a competitividade. A tendência das importações é de aumento ainda maior que o registrado em 2010.

Fonte: Tribuna da Bahia / Usuport - Adaptado pelo Site da Logística.
 

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