Estudo aponta nove eixos de transporte prioritários para o Nordeste.

30-10-2012 21:00

Nove eixos de transporte integrado são considerados prioritários para aliviar os gargalos do Nordeste e diminuir os custos logísticos da região, de acordo com estudo encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e realizado pela Macrologística Consultoria, divulgado nesta terça-feira.

Entre os projetos estão três rodovias, quatro ferrovias e três no setor hidroviário, que atendem as principais regiões produtoras dos nove estados da região e alcançam os principais portos.

Dinheiro público - Os projetos em desenvolvimento considerados prioritários no Nordeste pela CNI somam R$ 25,8 bilhões. Os investimentos são encabeçados, em larga escala, pelo poder público. Apenas 15% das obras que estão em estudo ou em execução contam com a participação da iniciativa privada. As ferrovias e os portos concentram os investimentos (planejados ou já em execução): 90% dos R$ 25,8 bilhões. Outros 9% estão sendo investidos nas rodovias e 1% nas hidrovias.

De acordo com o levantamento, entre as rodovias são consideradas prioritárias a BR-116, que liga a região Sudeste até Fortaleza, cruzando Bahia, Pernambuco e Ceará; a BR-110, de Mossoró (RN) a Salvador; a BR-020, de Barreiras (BA) a Fortaleza.

No setor ferroviário, as prioridades são a Ferrovia Transnordestina, entre Juazeiro do Norte (CE) e Suape (PE); a Ferrovia Nova Transnordestina entre Balsas (MA), Salgueiro (PE) e Pecém (CE); a Ferrovia Norte-Sul entre Balsas (BA) e Vila do Conde (PA); a Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL), entre Barreiras e Ilhéus, ambos na Bahia.

No setor hidroviário, há necessidade de investimentos na cabotagem entre Salvador e São Luís, possibilitando ligação entre oito das nove capitais da região; além da Hidrovia São Francisco, com possibilidade de integração com a Nova Transnordestina entre Barreiras e Suape.

O Nordeste é responsável por 13,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. As indústrias da região produzem o equivalente a R$ 29,2 bilhões por ano, sendo que 81% desta produção está concentrada no setor de bebidas, de papel e celulose, de açúcar, de álcool, de combustíveis, de biscoitos e bolachas, de autopeças, de farinha de trigo e de petroquímicos.

As principais cadeias agropecuárias do Nordeste são a de cana de açúcar, de bovinos, de fruticultura, de mandioca, de soja e de milho.

Fonte: Valor Econômico - Adaptado pelo Site da Logística.

 

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