EPL lança no “A Hora da Cabotagem” estudo de fluxos de cargas no Brasil.

26-09-2016 09:06

De acordo com Juan Pablo Pizano, da EPL, o plano dividiu o globo em 577 zonas, sendo elas 558 internas e 19 externas, em grupos de mercadorias e redes intermodais.

Lançado em primeira mão no “A Hora da Cabotagem”, o estudo da EPL “Fluxos de Cargas no Brasil – Panorama 2015” traz uma análise com uma abordagem macroscópica do fluxo de cargas no país.
 
De acordo com Juan Pablo Pizano, da EPL, o plano dividiu o globo em 577 zonas, sendo elas 558 internas e 19 externas, em grupos de mercadorias e redes intermodais. O estudo trouxe as matrizes de destino e origem dessas cargas por grupos de mercadorias, carregamento de rede com restrição de capacidade e uso do custo generalizado.
 
No estudo fica claro que as maiores movimentações externas e internas dos grupos de mercadorias se concentram no Sudeste, (419.012,4 para ser mais especifica), com destino principalmente ao Sul, Sudeste e Nordeste.
 
Na divisão por modos de transporte, Pizano, mostra que a maior concentração de cargas – sem novidade alguma – está concentrada no modal rodoviário com 65% TKU (Toneladas quilômetros úteis), seguida pelo ferroviário (15%) e cabotagem (11%). De acordo com ele, foram 2,4 trilhões TKU movimentados em 2015, sendo que a cabotagem foi responsável por 249, 9 TKU.
 
“O rodoviário se sobressai na matriz de transporte, mas também no modal que mais emite CO2 no meio ambiente. Além de visualizarmos o custo e a movimentação de cargas por TKU, também estamos analisando e dando importância para os gases emitidos no meio ambiente”, aponta, trazendo números.
 
Segundo o estudo, dos mais de 107 milhões de toneladas de CO2 ‘jogados’ ao meio ambiente, o rodoviário é responsável por 86%, enquanto a cabotagem fica tímida nos 5%, o dutoviário não chega nem a décimos de fração.
 
Na divisão por grupos de mercadorias, também em TKU, a carga geral é a que mais se destaca. Do total de 2.386 bilhões, a carga é responsável por 54%, seguida pelo granel sólido não agrícola (25%), granel líquido (14%) e granel sólido agrícola (7%). “Na cabotagem a representatividade dos transportes de cargas líquidos, por exemplo, é muito grande, 61%; os graneis gerais representam 36% nesse transporte”.
 
Como próximos passos, Pizano aponta a necessidade de identificar gargalos, formular alternativas e avalia-las com base em indicadores de desempenho. Ele finaliza dizendo que um dos principais objetivos da EPL “é prestar serviços na área de projetos, estudos e pesquisas, destinados a subsidiar o planejamento da logística e dos transportes no País, consideradas as infraestruturas, plataformas e os serviços pertinentes aos modos rodoviário, ferroviário, dutoviário, aquaviário e aeroviário”.

Fonte: Guia Marítimo / Usuport - Adaptado pelo Site da Logística.

 

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