Eike e Vale assinam memorando para ligação ferroviária.

26-04-2012 21:15

Com o projeto, municípios da Baixada Fluminense terão acesso direto ao Porto do Açu, em São João da Barra

Dilma Rousseff visita Porto do Açu, megaempreendimento de Eike Batista

Dilma Rousseff visita Porto do Açu, megaempreendimento de Eike Batista (Roberto Stuckert Filho/PR)

O empresário Eike Batista assinou nesta quinta-feira um memorando entre a LLX, sua empresa de logística, e a Ferrovia Centro Atlântica (FCA), administrada pela Vale, representada por Humberto Freitas, diretor executivo de Logística e Pesquisa Mineral, para dar continuidade aos estudos para a implantação de uma ligação entre o Porto do Açu e a Baixada Fluminense. Os estudos de viabilidade do projeto começaram em agosto do ano passado e afeririam, entre outras variáveis, a demanda por transporte ferroviário no trecho.

A ideia é implantar um ramal de cerca de 40 quilômetros entre São João da Barra, município onde está sendo erguido o Complexo Industrial do Açu, e Campos dos Goytacazes, a maior cidade do norte fluminense. Outra parte do projeto prevê a reativação do corredor litorâneo. Além da continuidade dos estudos de viabilidade, o documento assinado prevê a elaboração de estudos para a obtenção das licenças ambientais necessárias à construção do trecho ferroviário até o Porto do Açu.

Se concretizada, a conexão permitirá acesso aos estados de Minas Gerais e São Paulo. Essa solução é de interesse da chinesa Wisco, que planeja implantar uma siderúrgica na região e quer ter acesso ao minério de ferro de Minas. A Petrobras também já revelou ter interesse na ligação férrea, que seria uma alternativa para a movimentação da produção do Complexo petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em construção em Itaboraí, na Baixada Fluminense.

Dilma Rousseff- Eike recebeu nesta quinta a presidente Dilma Rousseff no Porto do Açu, projeto da LLX. Em São João da Barra, ela disse que a OGX e Petrobras podem ganhar com parcerias entre as duas empresas. “Estou certa de que a OGX tem uma grande contribuição na produção de petróleo offshore no Brasil", afirmou a presidente em discurso durante evento que marcou simbolicamente a extração do primeiro óleo da OGX, efetivada no início do ano. E acrescentou: "A Petrobras já provou isso ao abrir os caminhos do pré-sal. Nós temos hoje a possibilidade, pela quantidade de recursos que temos nessa área, de contar com a participação tanto da OGX como de empresas privadas internacionais", disse a presidente.

Segundo Eike, Petrobras e OGX se aproximaram desde a posse da nova presidente da estatal, Maria das Graças Foster. "É natural que dois grandes (Petrobras e OGX) se ajudem. Já devia ser assim e será assim a partir de hoje. Depois da posse da Graça, houve uma mudança dramática nesse convívio, mais harmônico. Nós podemos nos ajudar, por que não?", disse Eike a jornalistas, após cerimônia que marcou a extração do primeiro óleo da OGX, efetivada no início do ano. O empresário afirmou, no mesmo evento, que a OGX terá capacidade instalada de produzir 400 mil barris/dia em 2015. Esse volume representaria um crescimento de dez vezes em relação à produção esperada para o final deste ano, de pelo menos 40 mil barris.

Ele afirmou que uma das parcerias em análise entre as duas companhias seria uma troca de gás natural. A OGX possui reservas na bacia de Santos, mas precisa utilizar o insumo em seu complexo industrial de Açu, que fica no nordeste do Rio de Janeiro. "Nós receberíamos gás da Petrobras aqui, via Cabiúnas, e entregaríamos gás em Santos, economizando gasodutos", declarou. Eike disse também que uma parceria com a Petrobras na área de refino poderá ser estudada.

Fonte: veja.abril.com.br - adaptado pelo Site da Logística.

 

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