Cresce a migração das rodovias para a cabotagem.

05-04-2016 11:36

No ano passado, entre novas rotas e clientes, a Log-In registrou 600 operações. Em 2016, o interesse de empresas de diversos setores se mantém: entre cinco a dez clientes fazem testes com a cabotagem toda semana.

A crise diminuiu a velocidade de crescimento da navegação de cabotagem, mas, pressionados pelo aumento do transporte rodoviário e em busca alternativas de redução de custo diante da recessão, empresários de diferentes setores procuram conhecer o modal. A tendência é de que o movimento continue nos próximos anos: segundo pesquisa do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), em 2015, para cada contêiner transportado pela cabotagem, ainda existiam 6,5 com potencial para migrar das rodovias para a navegação costeira.

No ano passado, entre novas rotas e clientes, a Log-In registrou 600 operações. Em 2016, o interesse de empresas de diversos setores se mantém: entre cinco a dez clientes fazem testes com a cabotagem toda semana. "As empresas estão mais receptivas a fazer testes com o modal, que pode se tornar uma alternativa de custo com o rodoviário", diz o diretor comercial, Marcio Arany. Desde o quarto trimestre, a Log-In trabalha com empresas do setor de granel sólido para trafegar parte de sua carga em contêineres. "Ao longo deste ano, acreditamos que pelo menos um cliente com volume expressivo migrará para essa solução, que é competitiva se o cliente for atrás da cadeia de fornecedores no litoral do país."

A companhia de navegação Posidonia tem deixado o negócio de operação de navios de apoio, num momento em que o setor de óleo e gás enfrenta queda de investimentos, e tem focado na cabotagem, explorando nichos. "Estamos buscando contato mais direto com portos com menor movimento, olhando o mercado do Nordeste, porque os custos rodoviários estão bem pressionados pela Lei dos Caminhoneiros, aumento do diesel e os pedágios", diz Abrahão Salomão, sócio da Posidonia.

Apesar da crise, a empresa mantém os planos de investir cerca de US$ 100 milhões nos próximos cinco anos. A empresa, especializada no transporte de cargas pela costa brasileira e longo curso, pretende utilizar esses recursos basicamente para a construção, aquisição e afretamento de novas embarcações. Com a ampliação da frota, a Posidonia terá condições de melhorar sua competitividade, oferecer serviços com menores custos e dobrar sua participação no mercado até 2020. A empresa planeja construir três navios com capacidade de até 15 mil toneladas. Cada embarcação consumirá cerca de US$ 27 milhões, com parte bancada pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM).

Na FM Logistic, cresce a movimentação de cargas para clientes que operam cabotagem em Resende (RJ), cidade com um armazém que funciona como entreposto da Zona Franca de Manaus no Sudeste, no qual os clientes têm isenção tributária. "São eletroeletrônicos ou fabricantes de higiene e limpeza que estão operando cabotagem, o que nos abre a oportunidade de serviços complementares", diz Luiz Martinez, diretor da empresa.

Fonte: Valor Econômico / Usuport - Adaptado pelo Site da Logística

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