CNI lança 'mapa estratégico' para elevar investimentos e produtividade.

24-05-2013 19:54

Para aumentar a produtividade da indústria brasileira e reverter a perda de competitividade da produção nacional, o país terá, entre outra medidas, de aumentar a taxa de investimento, dos 18% de 2012, para 24% até 2022, e elevar a participação dos investimentos públicos na despesa primária do governo federal, dos 5,8% do ano passado, para 8% nos próximos dez anos.

Estas são algumas das "metas estratégicas da indústria" anunciadas hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), para enfrentar as dificuldades enfrentadas pelas empresas nacional.

As metas, definidas por cerca de 500 representantes de empresas, nos últimos nove meses, têm o objetivo de orientar a atuação do setor privado para o longo prazo, com os cenários desejados pelos executivos para suas empresas e para a ação do governo.

O "mapa" da CNI prevê medidas para que a produtividade média da indústria saia do patamar de crescimento anual em torno de 2,3% dos últimos 20 anos para a média de 4,5% ao ano no período 2011-2022. Os investimentos em infra-estrutura deverão saltar de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para 5%.

A meta de 8% para a proporção de investimentos na despesa primária do governo federal equivale ao percentual registrado, em média, nos últimos cinco anos, pelos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Para permitir o cumprimento dessas metas, a CNI deve criar um grupo de executivos encarregados de acompanhar os indicadores da economia e de temas como educação no país, para propor medidas e orientar a ação do setor privado no Congresso e com o Executivo.

O "mapa estratégico" aponta ainda a necessidade de aumentar a participação da indústria brasileira na produção mundial de manufaturados, de 1,7% no ano passado, para 2,2% em 2022, e ampliar a participação de recursos de terceiros no financiamento dos investimentos industriais privados, dos atuais 34% para 50%.

Os executivos sabem que alcançar essas metas anunciadas hoje dependerá de articulação política e entre as empresas dentro do próprio setor privado, para garantir ambiente institucional e legal adequado.

Tradicionalmente, nas pesquisas da CNI, as empresas iniciam o ano prevendo aumentar para perto de dois terços a participação do capital de terceiros no investimento e chegam ao fim de doze meses com a proporção inversa, mais dependentes de capital próprio do que desejariam.

Para os tributos, um dos maiores entraves à redução de custos de investimentos, a CNI propõe zerar a cobrança de impostos cumulativos, que hoje representam 7,7% do total da carga tributária nacional.

As "metas estratégicas" da CNI apontam a necessidade de dar prioridade a formação educacional e medidas de proteção ao meio ambiente, para garantir a eficiencia e sustentabilidade necessárias manutenção dos investimentos e do aumento da produtividade.

Entre as metas nesses campos está a elevação da proporção de matrículas nos cursos tecnológicos em relação ao total do ensino superior, de pouco mais de 12% atualmente para 20% em 2017 e 25% em 2022, e a ampliação das matrículas dos cursos técnicos, das atuais 1,25 mil para 4,3 mil.

Fonte: Valor Econômico - Adaptado pelo Site da Logística.

 

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