Cabotagem ainda tem desafios, mas total capacidade de expansão.

15-04-2016 22:18

Em crescimento contínuo nos últimos 10 anos, a cabotagem ainda tem grandes desafios quando o assunto é se manter competitiva: evolução dos portos e sua regulamentação com a materialização dos novos investimentos, que incluem as obras de acesso aos portos.

Prevendo um salto na participação do modal aquaviário na matriz de transporte brasileira de 13% em 2005 para 29% em 2025, o PNLP (Plano Nacional de Logística e Transporte), mesmo com as dificuldades causadas pela atual crise político – econômica que atrasa o desenvolvimento do País, aponta que essa marca não está tão distante assim. “As dificuldades não são somente especificas da cabotagem e, sim, da evolução da infraestrutura brasileira. Caminhamos a passos largos, no entanto maior velocidade é necessária”. A afirmação é do diretor comercial da Log-In, Márcio Arany.
 
Em crescimento contínuo nos últimos 10 anos, a cabotagem ainda tem grandes desafios quando o assunto é se manter competitiva: evolução dos portos e sua regulamentação com a materialização dos novos investimentos, que incluem as obras de acesso aos portos. Essas são as principais dificuldades destacas por Arany, que aponta ainda, na área da navegação, especificamente, uma evolução, “mas com gargalos não atingidos” – como por exemplo na isonomia tarifária dos combustíveis que movimenta os navios – o famoso Bunker.
 
Com um avanço médio de 30% ao ano, desde 2008, as companhias especializadas em cabotagem apostam cada vez mais na massificação do modal entre pequenas e médias empresas para manter crescimento. Porém, os problemas de infraestrutura nos acessos, o aumento do frete – impulsionado pelos custos do diesel – podem mudar esse cenário.
 
“Devido aos problemas de infraestrutura nos acessos, a cabotagem não atende a uma parte do mercado que poderia estar sendo beneficiada pelo modal. Com esses problemas resolvidos poderíamos crescer de forma ainda mais vigorosa, o usuário seria mais bem atendido e haveria mais racionalidade no transporte, com benefícios para todo o país”, destaca.
 
Sem mencionar os resultados de 2015 – que ainda não foram fechados – o diretor comercial da Log-In disse, porém, que nos últimos anos, o setor de cabotagem da companhia “tem apresentado taxas de crescimento, principalmente no carregamento de contêineres com produtos que até então vinham sendo transportados majoritariamente pelo sistema rodoviário”.
 
No terceiro trimestre de 2015, a Log-In registrou crescimento de 1,6% dos volumes de cabotagem em comparação ao mesmo período de 2014, atingindo movimentação de 39,7 mil Teus. “Acreditamos que a cabotagem é um modal que, mais do que nunca, apresenta vantagem competitiva frente ao demais – principalmente nos trajetos de longa distância – e por conta desta realidade temos planos de investimentos robustos para incrementar nossas soluções logísticas, qualificar a prestação dos nossos serviços e o relacionamento com os clientes”.
 
Por ser uma empresa listada no mercado, o executivo aponta não poder fazer previsões futuras fora dos seus comunicados de RI. Mas adianta que a perspectiva da empresa para 2016 “é manter o ritmo de desenvolvimento bastante superior às taxas da economia brasileira”.
 
Sobre o atual cenário político – econômico, e os investimentos previstos Arany afirma que “muitas dificuldades foram e ainda estão sendo enfrentadas”. E é categórico ao dizer que: o andamento da economia e o atual cenário do País preocupam. “O setor de construção naval enfrenta grandes dificuldades, mas sabemos que os benefícios da cabotagem que serão alcançados com uma nova frota são imensuráveis e necessários à competitividade da produção nacional e ao desenvolvimento do País”.
 
Ao mesmo tempo, o executivo enxerga na crise econômica uma oportunidade para as indústrias reverem seus processos, aumentando suas vendas em locais ainda mais distantes, de forma eficiente e competitiva, através da logística proporcionada pelo modal. “É por isso que a navegação de cabotagem se consolida a cada dia como a melhor solução logística para grandes distâncias”.
 
E finaliza afirmando que mesmo diante de um cenário em queda, a companhia mantém seus investimentos e continua acreditando na capacidade da cabotagem e no seu crescimento. “Mesmo diante do cenário atual de queda na atividade econômica, reduções da produção industrial e do varejo no Brasil, a Log-In segue investindo e registrando crescimento. A cabotagem é um segmento que vai continuar em expansão e o maior potencial de crescimento está em ser uma opção segura, eficiente, sustentável e economicamente vantajosa”.
 

Fonte: Guia Marítimo / Usuport - Adaptado pelo Site da Logística.

 

Voltar